segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Irmãs em 'Araguaia', Suzana Pires e Mariana Rios dizem ter o mesmo tipo de humor fora de cena


Em paz depois de muitas brigas e traições, Janaína e Nancy, as personagens de Suzana Pires e Mariana Rios em “Araguaia”, já proporcionaram às atrizes inúmeras cenas de enfrentamento. Amigas desde que se conheceram no workshop da novela da Globo, ainda antes da estreia, as duas - mulheres expansivas e bem-humoradas na vida real - vivenciam o drama das irmãs do folhetim das 18h apenas no vídeo. Nos bastidores, o que predomina são as risadas.
- É legal estarmos rindo do que a outra fala no camarim, mas ficarmos com raiva dentro do estúdio. Tivemos muitas cenas pesadas, mas o clima entre nós é leve - afirma Suzana, de 34 anos, que desenvolveu uma cumplicidade cênica com Mariana. - A gente já se conhece como atriz. E eu diria que o nosso lugar é ali, em cena. Temos o mesmo humor, apesar de estarmos em momentos de carreira distintos e de nossas idades e gerações serem diferentes.
- Gosto de conversar com ela e adoro ouvir seus conselhos. A diferença de idade até ajuda neste aspecto. Gostava de gravar cenas de briga com Suzana, daquela tensão - destaca Mariana.
Na trama de Walther Negrão, a oferecida Nancy traía a mana com seu falecido marido, Bento. E já se insinuou de todas as formas para Fred (Raphael Viana), o atual noivo de Janaína.
- Elas têm uma questão que vem desde a infância. Nancy é problemática, não aceita sua realidade, quer coisas que não são dela. Já tive amigas assim, que têm tudo, mas querem usar a mesma roupa que você - revela Mariana.
A atriz passou a exibir mais as curvas, em figurinos curtos e justos, por conta da provocante personagem.
- Ela é biscate mesmo e eu adoro quando o povo confunde. Até gente próxima acha que você está virando aquilo. Outro dia, saí e um amigo meu brincou com o tamanho da minha saia, que era mais para comprida - lembra.
Mariana afirma sentir vergonha do “estilo” da personagem apenas antes de entrar em cena:
- Na hora das danças da Nancy, tenho que fazer, né? Ela é muito cara de pau e tenho que ser um pouco assim também.
Suzana também tem que encarar a linha brejeira para interpretar a sensualidade natural da viúva Janaína.
Escalada para a próxima novela das 21h, “Fina estampa”, de Aguinaldo Silva, na qual fará uma vilã, Suzana ainda está com a cabeça na atual trama das 18h, no ar até abril. Vinda do teatro, a atriz e escritora também faz parte do time de roteiristas do humorístico “Os caras de pau”.
- Para mim, é muito difícil escrever uma coisa que não seja comédia. Esse é o meu tom - assume a atriz, que já tem duas peças prontas, “O cara” e “Como conquistar um homem em sete dias”.
Carioca, ela teve seu grande momento na TV com a fogosa Ivonete, de “Caras & bocas”, de Walcyr Carrasco.
- Sempre quis ser atriz e nunca tive um plano B. Por isso não sou muito de esperar o telefone tocar e me produzo no teatro. Mas foi o Walcyr quem me deu a grande oportunidade de mostrar o meu trabalho na TV - reconhece Suzana, que será uma das musas do Salgueiro no carnaval.
- Fazer as duas coisas ao mesmo tempo é difícil. Fico meio louca quando tenho que me dividir. Mas, depois da novela, estou com vontade de voltar a cantar - anuncia a namorada de Di Ferrero, da banda NX Zero.
Com residência fixa no Rio, Mariana fica na ponte aérea para estar mais próxima do namorado, que mora em São Paulo. A atriz garante que não há espaço para ciúmes na relação.
- O fã de um virou fã do outro. Está tudo certo - garante Mariana, contando que gosta de preparar comidinhas para o músico: - Sei fazer umas coisinhas chiques. Cozinho um penne com camarão, molho vermelho e Catupiry… Humm - saliva.
Suzana também não está sozinha. Mas passa agora por aquela fase em que não sabe definir muito bem a sua relação.
- Procuro ter uma vida pessoal discreta em respeito à minha família. Não posso dizer que estou namorando nem falar o nome do bofe sem antes apresentá-lo ao senhor Felipe (pai da atriz) - explica Suzana: - É louco isso. Sou uma mulher de 34 anos, mas não tenho vergonha de viver sob certos parâmetros. Não vou fazer a cheia de atitude nesse setor. Eu não sou.
Ela, que também já fez parte do time de roteiristas do erótico “As pegadoras”, do Multishow, prefere uma abordagem mais à moda antiga.
- Nunca fui pegadora. E não deixo claro para o bofe quando estou a fim, não tenho coragem. Fico aflita. Gosto que o homem seja homem e a mulher seja mulher. Cada um tem que cumprir seu papel na sedução - ensina.
Mas, apesar de ter seu lado romântico, Suzana não dispensa uma boa pegada.
- Para mim, a gente pode ter atitude, mas ainda deve acreditar em conto de fadas. Com um certo fogo, porque ninguém é de ferro - ri novamente.

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